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Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil
Professora de Artes na Rede Estadual - Escola Pe Constantino de Monte

Morre a árvore, nasce a arte

Morre a árvore, nasce a arte
Escultura de Elmar Medeiros em Maracaju

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Romantismo

Os fuzilamentos de 3 de Maio de 1808

Os fuzilamentos de 3 de Maio de 1808 - Francisco Goya

         Este espantoso quadro de Francisco Goya é uma das imagens mais memoráveis da desumanidade do homem para com o homem, e uma das mais poderosas condenações da brutalidade da guerra. Os exércitos de Napoleão Bonaparte ocuparam a Espanha e, no dia 2 de Maio de 1808, os cidadãos de Madrid levantaram-se contra os franceses. No dia seguinte o exército francês revidou com terrível vingança, executando centenas de rebeldes e muitas outras pessoas que eram apenas observadores inocentes. Uma fileira interminável de patriotas espanhóis arrastou-se penosamente colina acima ao encontro da morte.
               No primeiro plano os fuzilados espalham-se pelo chão. O ponto focal é um homem de camisa branca prestes a ser executado. Diante dele há uma poça de sangue. Ele levanta os braços num derradeiro gesto pela vida, totalmente indefeso. Em sua mão Goya deixou uma pista de sua inocência, estigmas, remetendo ao sacrifício inocente de Cristo pela humanidade.





                  À sua frente está uma disciplinada linha de soldados sem rosto do pelotão de fuzilamento, suas pernas e rifles impecavelmente alinhados, prestes a atirar. Os casacos dos soldados, por serem feitos de lã não tingida, explica a diferença de tonalidades na pintura. As mochilas indicam soldados de infantaria, muito embora raramente, os fuzilamentos fossem executados por homens uniformizados. O chapéu característico e os sabres de punho reto foram introduzidos durante as guerras napoleônicas.
                   O drama da cena, alcançado não só pelo que ela representa, mas também pelas expressões faciais das figuras, pelas linhas diagonais e pela iluminação, recursos já utilizados no Barroco italiano, são características fundamentais da pintura histórica no Romantismo.

Fontes: A arte de educar, 2003  e Série  Pinceladas de Arte.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Neoclassicismo

Predominante na Europa do final do século XVIII e início do XIX, esse movimento artístico sugeriu o retorno à Arte da Grécia e da Roma antigasreagindo aos exageros do Barroco e do Rococó. A arte já havia se utilizado desses padrões durante o Renascimento, no fim da Idade Média, aquele havia sido o primeiro retorno à tradição clássica.
Expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade europeia. Os ideais do Iluminismo e da Revolução Francesa (1789-1799) (liberdade, igualdade e fraternidade) favorecem um espírito cívico e de sacrifício heróico que são temas da pintura histórica, que juntamente com os retratos, são consideradas as formas mais nobres da Arte.
A pintura foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. E suas principais características são: o retorno ao passado, pela imitação dos antigos modelos greco-romanos; academicismo nos temas e nas técnicas (sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas  academias de artes); o naturalismo, arte imitando a natureza; e panejamento e detalhismo, cuidado excessivo na representação de tecidos e texturas. O desenho é mais importante que a cor cor (não que esta tenha sido deixada de lado), e os ambientes são teatrais (sombrios ao fundo).

Alguns dos principais artistas do movimento neoclássico Europeu foram:

Jacques-Louis David: (1748-1825) Nasceu em Paris e foi considerado o pintor da Revolução Francesa e do Império de Napoleão, registrando fatos históricos ligados à vida do imperador. Algumas obras: "Bonaparte Atravessando os Alpes" e "A Morte de Marat".

Jean Auguste Dominique Ingres: (1780-1867) Foi discípulo de Jacques-Louis David (1797), pintou composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens. Registrar a fisionomia da classe burguesa no seu gosto e poder,  revela muito apuro técnico na pintura do corpo humano e de tecidos. Algumas obras: "Banhista de Valpinçon" e "Louis Bertin". 

Bonaparte atravessando os Alpes , Jacques Louis David, 1801

Nesta obra podemos observar, além das características da pintura neoclassicista acima mencionadas, o idealismo que retrata Napoleão Bonaparte como um saudável e bem vestido comandante de um exército bem preparado, armado e vencedor, impulsionado por grande entusiasmo, e indicando com o dedo levantado sua intenção de alcançar o topo, a vitória. Lá estaria seu objetivo e demonstra estar disposto a tomar posse de seu lugar, sobre o lombo de um imponente cavalo branco. Veja melhor os detalhes:





Há outras pinturas que representam, talvez de modo mais fiel, este momento da história de Napoleão Bonaparte. Nesta abaixo vemos um comandante no lombo de um burrinho, que seria o mais indicado para transpor montanas, abatido, mal preparado para o rigoroso inverno, e sofrendo com suas insistentes dores de estômago. O acompanham homens cansados e mal nutridos, 

Bonaparte cruzando os Alpes, Paul Delaroche, 1848

A seguir, os principais traços desta obra neoclassicista de Jacques Louis David



Veja mais algumas imagens do Neoclassicismo:

A morte de Marat

A Morte de Marat -  Jacques Louis David, 1793 Neoclassicismo



Em A Morte de Marat, a vítima foi um dos principais membros da Convenção Nacional, jornalista radical, editor da publicação L'Ami du Peuple (O Amigo do Povo), um do homens mais poderosos da França que a governou durante a Revolução Francesa. Sendo extremista reuniu muitos inimigos. Em 13 de julho, Charlotte Corday, adversária política de Marat, teve licença para adentrar sua sala de banho, o que era comum, já que ele sofria de uma doença de pelo e tinha de tomar banhos frequentemente e usar turbantes embebidos em azeite, seu banheiro era como um escritório.
Assim que teve oportunidade Charlotte Corday esfaqueou Marat até a morte. Quase foi linchada pelos populares, e em seu julgamento, disse: "Eu matei um homem para salvar cem mil vidas". Três dias depois foi para a guilhotina.
Jacques-Louis David foi convidado pela Convenção a pintar um memorial a Marat.

A face de Marat - David alterou sua aparência para parecer um herói martirizado. Removeu suas marcas de pele e o rejuvenesceu.


Faca do crime - A faca está no chão. Segundo alguns relatos, a faca ficou alojada no peito de Marat. David excluiu todo elemento que prejudicasse a imagem de mártir do revolucionário, limpando o sangue e mudando o fundo ornamentado do banheiro.

Mobília simples - Para mostrar que Marat era um "homem do povo", David pintou este caixote velho como uma escrivaninha improvisada.



Carta na mão - É uma apresentação de Charlotte: "Basta minha grande infelicidade para dar-me o direito à sua bondade". David distorce a verdade para destacar a generosidade do assassinado e demonizar a assassina. Na verdade, Charlotte conseguiu entrar porque afirmou ter informações sobre os reacionários, inimigos monarquistas.

Fonte: Blog da EE José Justino de Oliveira



A Princesa de Broglie

A Princesa de Broglie, 1851-53, Jean Auguste Diminique Ingres, Neoclassicismo








O JURAMENTO DOS HORÁCIOS

Estamos na segunda metade do século XVIII. Em 1784 a monarquia francesa, baseada no direito divino dos reis, agonizava. Era preciso reviver os ideais das grandes civilizações, face à frouxidão moral da época e do regime que a gerava. O impulso para a revolução política vem dos filósofos iluministas Diderot e Voltaire. A Revolução Francesa de 1789 estabeleceria o "Estado nacional republicano", da liberdade, igualdade e fraternidade.

Contexto do Surgimento do Neoclassicismo: Onde buscar o novo modelo, em contraponto ao Barroco e ao Rococó?
A pintura, heróica e firme, encarna o novo sonho político. A celebração da arte, da vida e da moral. A propagação do heroísmo e da virtude cívica. Que a arte fosse racional, moral e intelectualizada. Que as ações humanas fossem regidas pela razão e pelo bem comum. O evangelho social do Iluminismo, onde o pobre, e não a aristocracia imoral, fosse reconhecido como cheio de virtude e de sentimento sincero e a ação humana fosse nobre e séria.
As sementes vêm de Roma, do fato histórico romano dos"Horácios e Curiácios".

Os reinos de Roma e de Alba estão em disputa pela soberania. Seis guerreiros, três de cada reino, são escolhidos para decidir a soberania dos reinos: três Horácios de Roma e três Curiácios de Alba. Desenha-se a tragédia de duas famílias amigas, na defesa de seus reinos. De um lado, o velho Horácio, o jovem Horácio e seus dois irmãos. De outro, os três Curiácios. Camila, irmã do jovem Horácio é amante de um dos Curiácios, de quem tem um filho. Sabina, esposa de Horácio, é irmã de um dos Curiácios. O compromisso dos guerreiros, de ambos os lados, é lutar, até a morte, pela supremacia de seus reinos. É a negação total do individual, em benefício do coletivo. As mulheres sabem que padecerão por perdas e tentam convencer os guerreiros a desistirem da luta. O velho Horácio os dissuade da opção de não lutar: Dá-se a luta. O jovem Horácio perde dois irmãos, mas vence ao final, matando os Curiácios, e é recebido em Roma como herói. A moral coletiva se impõe às paixões pessoais.



Jacques-Louis David (1748-1825) retrata a cena do compromisso dos Horácios, naquela que seria a obra-prima do neoclassicismo, um elogio ao heroísmo e à virtude cívica, ele mesmo um pintor engajado nos ideais da Revolução Francesa. A obra faz de David o verdadeiro pintor da nova França.

A cena acontece em um ambiente fechado.

Os três Horácios unidos, com os braços apontados para o pai ao centro, assistindo ao juramento dos filhos, com três espadas que lhes serão entregues. A virilidade e robustez expressa-se nos quatro personagens, sob a frieza das colunas ao fundo. À direita, as mulheres inertes e passivas. Curvas suaves e braços lânguidos traduzem a emoção da cena. O reto, o vertical e o viril contrastam com o delicado, o fraco e o lânguido. Camila e Sabina são a personificação da angústia e da tragédia. A aia, ao fundo, cuida dos filhos de um dos Horácios e de um dos Curiácios, cujas mães se debruçam, antecipando o desfecho pressentido. A cor que dominante é o vermelho vivo, que se torna a cor da Revolução Francesa.





Fonte: Baderna Brasil - De tudo um pouco


Madame Raymond de Verninac


Madame Raymond de Verninac, 1789-99, Jacques Louis David, Neoclassicismo








segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Arte na Grécia

Vaso Grego

Os gregos pintavam em vasos de cerâmica. Suas pinturas representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. As pinturas dos vasos gregos eram estilizadas e podiam ser brancas, negras ou vermelhas. O formato dos vasos mudava conforme a sua utilidade, e sua decoração era feita com muito zelo.
Temos aqui um esquema das formas mais utilizadas de vasos gregos.
 
 
Sua decoração seguia regras, havia o espaço correto para a imagem e padrões. Curiosamente a civilização que buscava o ideal de beleza de formas humanas na estatuária, estilizava nas formas humanas pintadas. A variedade de padrões que emolduravam as cenas era grande, porém todos elaborados e de grande beleza.
 


 
 
 

 


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Op Art


Ilusões de óptica são imagens que enganam nosso cérebro deixando nosso inconsciente confuso por alguns instantes fazendo com que este capte idéias falsas e preencha espaços vazios.
 
Podem ser fisiológicas quando surgem naturalmente ou cognitivas quando se cria com artifícios visuais. Há muito tempo que se sabe que a percepção imediata não é a realidade física.
A ilusão de óptica mais famosa foi revelada e criada em 1915 pelo cartunista W. E. Hill. É uma figura onde podemos ver duas imagens, de uma garota de perfil olhando para longe e também o rosto de uma velha olhando para o chão.
 
 


 
Durante pelo menos um século – se não muitos milênios -, artistas têm desenhado imagens deslumbrantes que enganam a mente humana, fazendo-a acreditar que as várias formas ilustradas estão de alguma forma mudando.
Alexander Calder fez móbiles que se moviam mesmo pela ação das correntes de ar ou da intervenção do público.


Alexander Calder - Red Poligons



Vitor Vassarely trabalhou como ninguém os efeitos 3D em suas imagens.

 
 
 
E muitos outros artistas continuam a produzir umagens que proporcionam efeitos opticos,
 
veja aqui o Blog de Aroldinho Souza
 
 
  mas cuidado para não perder os sentidos!




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Modernismo no Brasil


Tarsila do Amaral

"Quero ser uma pintora da minha terra". Foi assim que Tarsila do Amaral definiu sua ambição. Nasceu em 1886 e criou-se na fazenda de seu pai em Capivari, interior de São Paulo. De família tradicional e rica, estudou em São Paulo e a partir de 1902, em Barcelona. Ali, aos 16 anos, pintou "Sagrado Coração de Jesus", seu primeiro quadro conhecido. Em São Paulo, começou a estudar escultura com Zadig Mantovani, e depois, desenho e pintura com Pedro Alexandrino.

Em 1920, foi novamente para a Europa onde estudou na Académie Julian e no ateliê de Émile Renard. Em 1922, voltou ao Brasil e se juntou aos modernistas, mas não participou da Semana de 22. Junto com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia, formou o "Grupo dos Cinco".

Suas obras, de cores intensas e temas regionais, seguiam o conceito nacionalista do modernismo. Em 1928, pintou para Oswald o "Abaporu". Era uma pintura que poderia facilmente representar o Movimento Pau-Brasil. Também pintou temas urbanos, como em "São Paulo" (1924) e "Morro da favela" (1924). Retratou figuras humanas "A Negra" e "A caipirinha" de 1923, e registrou o interior brasileiro, como em "Cartão-Postal" e "Sol Poente" de 1929. Em 1933, com o quadro "Operários", ela deu início à pintura social no Brasil.
 

Fases da pintuta de Tarsila do Amaral

Primeiros anos 1924 – 1922
Início do Cubismo 1923

 Pau Brasil 1924 – 1928
 Antropofágica 1928 –
1930
Social 1933
Dos anos 1930 - 1950
Neo Pau Brasil  1950
 
Sagrado Coração de Jesus - 1926
 

Abaporu 1928



 


São Paulo 1924



 



Morro da favela 1924



 



A negra 1923



 



A caipirinha 1923


 



Cartão Postal 1928



 


Sol poente 1929



 


Operários 1933


Paisagem com touro 1925

 


Segunda Classe 1933

 
Batizado de Macunaima 1956

 

 
Auto retrato 1923 ou Manteau Rouge

Urutu 1928



 
A Lua 1928



 
A Cuca 1924


 
Antropofagia 1929



 
Idílio 1929

Anjos 1924

 
Carnaval em Madureira 1924
Estrada de Ferro Central do Brasil 1924
Vendedor de frutas 1925
A feira I 1924
O mamoeiro 1925
Paisagem com ponte 1931
A família 1924
Religião Brasileira 1927
A gare 1925
O sono 1928
Distancia 1928