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Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil
Professora de Artes na Rede Estadual - Escola Pe Constantino de Monte

Morre a árvore, nasce a arte

Morre a árvore, nasce a arte
Escultura de Elmar Medeiros em Maracaju

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Arte na Grécia

Vaso Grego

Os gregos pintavam em vasos de cerâmica. Suas pinturas representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. As pinturas dos vasos gregos eram estilizadas e podiam ser brancas, negras ou vermelhas. O formato dos vasos mudava conforme a sua utilidade, e sua decoração era feita com muito zelo.
Temos aqui um esquema das formas mais utilizadas de vasos gregos.
 
 
Sua decoração seguia regras, havia o espaço correto para a imagem e padrões. Curiosamente a civilização que buscava o ideal de beleza de formas humanas na estatuária, estilizava nas formas humanas pintadas. A variedade de padrões que emolduravam as cenas era grande, porém todos elaborados e de grande beleza.
 


 
 
 

 


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Op Art


Ilusões de óptica são imagens que enganam nosso cérebro deixando nosso inconsciente confuso por alguns instantes fazendo com que este capte idéias falsas e preencha espaços vazios.
 
Podem ser fisiológicas quando surgem naturalmente ou cognitivas quando se cria com artifícios visuais. Há muito tempo que se sabe que a percepção imediata não é a realidade física.
A ilusão de óptica mais famosa foi revelada e criada em 1915 pelo cartunista W. E. Hill. É uma figura onde podemos ver duas imagens, de uma garota de perfil olhando para longe e também o rosto de uma velha olhando para o chão.
 
 


 
Durante pelo menos um século – se não muitos milênios -, artistas têm desenhado imagens deslumbrantes que enganam a mente humana, fazendo-a acreditar que as várias formas ilustradas estão de alguma forma mudando.
Alexander Calder fez móbiles que se moviam mesmo pela ação das correntes de ar ou da intervenção do público.


Alexander Calder - Red Poligons



Vitor Vassarely trabalhou como ninguém os efeitos 3D em suas imagens.

 
 
 
E muitos outros artistas continuam a produzir umagens que proporcionam efeitos opticos,
 
veja aqui o Blog de Aroldinho Souza
 
 
  mas cuidado para não perder os sentidos!




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Modernismo no Brasil


Tarsila do Amaral

"Quero ser uma pintora da minha terra". Foi assim que Tarsila do Amaral definiu sua ambição. Nasceu em 1886 e criou-se na fazenda de seu pai em Capivari, interior de São Paulo. De família tradicional e rica, estudou em São Paulo e a partir de 1902, em Barcelona. Ali, aos 16 anos, pintou "Sagrado Coração de Jesus", seu primeiro quadro conhecido. Em São Paulo, começou a estudar escultura com Zadig Mantovani, e depois, desenho e pintura com Pedro Alexandrino.

Em 1920, foi novamente para a Europa onde estudou na Académie Julian e no ateliê de Émile Renard. Em 1922, voltou ao Brasil e se juntou aos modernistas, mas não participou da Semana de 22. Junto com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia, formou o "Grupo dos Cinco".

Suas obras, de cores intensas e temas regionais, seguiam o conceito nacionalista do modernismo. Em 1928, pintou para Oswald o "Abaporu". Era uma pintura que poderia facilmente representar o Movimento Pau-Brasil. Também pintou temas urbanos, como em "São Paulo" (1924) e "Morro da favela" (1924). Retratou figuras humanas "A Negra" e "A caipirinha" de 1923, e registrou o interior brasileiro, como em "Cartão-Postal" e "Sol Poente" de 1929. Em 1933, com o quadro "Operários", ela deu início à pintura social no Brasil.
 

Fases da pintuta de Tarsila do Amaral

Primeiros anos 1924 – 1922
Início do Cubismo 1923

 Pau Brasil 1924 – 1928
 Antropofágica 1928 –
1930
Social 1933
Dos anos 1930 - 1950
Neo Pau Brasil  1950
 
Sagrado Coração de Jesus - 1926
 

Abaporu 1928



 


São Paulo 1924



 



Morro da favela 1924



 



A negra 1923



 



A caipirinha 1923


 



Cartão Postal 1928



 


Sol poente 1929



 


Operários 1933


Paisagem com touro 1925

 


Segunda Classe 1933

 
Batizado de Macunaima 1956

 

 
Auto retrato 1923 ou Manteau Rouge

Urutu 1928



 
A Lua 1928



 
A Cuca 1924


 
Antropofagia 1929



 
Idílio 1929

Anjos 1924

 
Carnaval em Madureira 1924
Estrada de Ferro Central do Brasil 1924
Vendedor de frutas 1925
A feira I 1924
O mamoeiro 1925
Paisagem com ponte 1931
A família 1924
Religião Brasileira 1927
A gare 1925
O sono 1928
Distancia 1928



 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Arte Medieval - Mil anos de História da Arte

Um exemplo de Arquitetura Românica em Portugal


Igreja do Paço do Sousa em Portugal


          O Mosteiro Beneditino de Paço do Sousa situa-se no conselho de Penafiel, no norte de Portugal.  É classificado como monumento nacional e integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.

          Fundado em 962 pelo cavaleiro godo Trutesindo Galindes, e reconstruído em meados do século XIII, está num estilo de transição do românico para o gótico, é uma igreja românica de três naves, e seu interior possue algumas características góticas.  O conjunto sofreu alterações nos séculos XI e XIII, com a ampliação da Igreja, e posteriormente nos séculos XVIII e XX.
          Na fachada da Igreja apresenta-se o belo portal gótico com cinco arquivoltas e uma célebre rosácea. No interior encontra-se o túmulo de Egas Moniz, preceptor de D. Afonso Henriques , primeiro rei de Portugal, contendo no interior uma pequena caixa de cobre com as cinzas fúnebres.
          Encontram-se ainda alguns elementos do templo pré-românico reaproveitados na igreja e espalhados pelo claustro, nomeadamente fragmentos de frisos, impostas e colunelos com decoração vegetalista.
          Um grande incêndio deflagrou em 1927, procedendo-se então a já referidas obras de restauro, que retiraram muitos dos elementos Renascentistas e Barrocos de anteriores reconstruções e restauros. Vale a pena conhecer um dos maiores legados Românicos do Norte de Portugal, inserido num local de grande beleza natural.

Vamos até lá agora! Clique aqui e faça um tur virtual!

Fonte: Guia da Cidade.pt






Vitrais Góticos


Na Baixa Idade Média, a expansão do comércio europeu possibilitou inovações estéticas. As igrejas, grande reduto de pessoas e domínio do poder clerical, foram beneficiadas com novas técnicas de construção que marcam o surgimento do estilo Gótico. Eram bastante ricas e detalhadas, demonstrando esse progresso técnico e material.

Um dos marcantes elementos decorativos dessas igrejas são os vitrais, imensas e coloridas janelas com desenhos geométricos, santos ou passagens bíblicas. Permitiam um vibrante jogo de luzes a partir de  vidro de variadas cores.

O artesão coloria o vidro cru misturando substâncias químicas dando a tonalidade,  o vidro aquecido era moldado soprando na ponta de um tubo formando uma bolha modelável ganhando a forma de cilindro, com um corte o vidro virava uma placa. Resfriada e recortada com a ponta de um diamante tomava o formato que devia ter na imagem.
Eram feitas algumas pinturas opacas, e finalmente as pequenas placas eram encaixadas em uma estrutura metálica. Unidas, as placas formavam a grande composição, sendo encaixadas nas aberturas das catedrais.

O requinte, a complexidade e os vários materiais que envolviam a fabricação de um vitral gótico nos mostram a consolidação de um novo ideal estético marcado pela luminosidade e a variação de tons, e ao iluminarem as igrejas, também reafirmavam um novo período da história medieval.

Fonte : Brasil Escola